Em nota extra gravada na quinta-feira, 8 de outubro de 2026, Luiz Felipe Panelli comenta a expedição do mandado de prisão contra Eduardo Bolsonaro por Alexandre de Moraes, episódio que apresenta em duas leituras possíveis: a primeira, ingênua, de que as instituições estão simplesmente funcionando e o processo penal seguiu seu rito normal; e a segunda, que ele considera a correta, de que nada que o STF faz pode ser lido fora do contexto político, especialmente na semana seguinte a uma derrota eleitoral expressiva do campo do tribunal. Panelli lembra que a consequência prática do mandado é nenhuma, já que Eduardo está nos Estados Unidos e os judiciários de pelo menos três países democráticos, incluindo a Espanha e a Itália, já negaram pedidos de extradição ligados ao tal do golpe por considerar os processos brasileiros cheios de vícios graves, o que classifica como humilhação pública para o Brasil. Analisa ainda os movimentos do STF em conjunto: a progressão de regime da Débora do batom e o mandado de prisão de Eduardo na mesma semana podem indicar um acordo nos bastidores em que Alexandre de Moraes seria sacrificado politicamente para que outros ministros sobrevivessem, e que Moraes, psicopata que nunca recua, respondeu expedindo o mandado por conta própria. Conclui que o Flávio Bolsonaro poderia usar o episódio politicamente para capitalizar o sentimento anti-STF que as eleições evidenciaram de maneira inequívoca, mas aposta que não vai fazer isso porque é exatamente o tipo de enfrentamento que o assusta.