RENAN SANTOS
Vou MACETAR essa falsa direita
Candidatos do Centrão são fracos e não vencerão as eleições
RENAN SANTOS
08 DEZ. 2025

A brincadeira de criança do péssimo Flávio Bolsonaro mostrou que o rei está nu. Toda a douração de pílula ao redor do Trade Tarcísio caiu por terra diante do ato de vontade dos membros da família. Era de se esperar — mesmo debilitados, ainda são os principais stakeholders dessa direita covarde que se apropriou do antipetismo.
O governador sequer se pronunciou. Os demais candidatos, à exceção de Caiado (justamente o melhor deles), ficaram quietos. O medo de Bolsonaro pauta suas ações, que são confundidas com “estratégia” por parte dos “analistas” de mercado.
O que os assombra: no frigir dos ovos, todo seu papo de “agenda de Brasil”, de “risco fiscal”, é determinado por decisões tomadas por gente do gabarito de um Eduardo Bolsonaro ou de um Kim Paim. Os fundamentos (investidores adoram falar em “fundamentos”) dessa empreitada são no mínimo curiosos; haverá solavancos de toda sorte a partir do momento em que o “sócio majoritário” do candidato que almejam toma decisões destrambelhadas que interferem nos sonhos dos minoritários.
Tal estratégia matreira pressupõe o silêncio e o isolamento. Mas esse artifício redunda em rancor. A família é besta, mas são bestas especialmente sensíveis a atos de rebeldia. Os Bolsonaro percebem a perfídia, respondem com ataques (que vão de traders fubanga até André Esteves), e envenenam o poço.
Por mais que mais eleitores antipetistas prefiram Tarcísio a Flávio, mais militantes preferem Flávio a Tarcísio. Isso não é captado por pesquisas, mas faz a diferença. Militantes destroem reputações e tem alto poder de contágio. Eleitores votam.
A tensão, neste cenário, tende apenas a aumentar ao longo dos meses. E pudera: estão pedindo para o sócio majoritário aceitar a entrega forçada de cotas para novos acionistas e a perda de controle operacional do campo da direita. Não me parece um caminho muito inteligente. Uma leitura arrazoada dos dez anos de bolsonarismo nos mostra que o controle sobre o campo motivou suas reações mais agressivas e intensas. Sei bem disso: o MBL é a nêmesis óbvia da família no próprio campo, e já foi vítima de toda sorte de perseguição (especialmente jurídica).
A estratégia minha e da Missão, ao contrário dos seus concorrentes, é agressiva: pressupõe confronto direto e ocupação de espaços buscando a superação do bolsonarismo. Não queremos sua validação, dado que somos dissidência. É jogo aberto, franco, com teses concorrentes. Certamente é um caminho mais honesto do que essa fingição ridícula dos demais candidatos.
A título de curiosidade, parece que essa leitura tem funcionado. No Google Trends fui o candidato mais pesquisado dentre toda essa turma. Fui também o mais comentado no X e em outras redes:




Faz sentido: no fim do dia, se o eleitor quer algo diferente dos Bolsonaro, não será nas cópias covardes e deformadas que encontrará satisfação. Há espaço para algo profundamente novo, que o surpreenda com novos horizontes e leituras de Brasil. E esse cara, amigos, com todo respeito às suas preferências, definitivamente sou eu.
É há razão de ser nessa afirmação. Eu e meu grupo não negamos Bolsonaro por questões eleitorais. O fazemos por princípios e por projeto. Temos partido próprio, programa, produção intelectual, linha editorial, correntes de pensamento, militância ativa e imaginação fértil. Ao contrário dos demais, não somos bajuladores cínicos de um velho limitado e seus filhos. Somos o futuro.
E o futuro, assim como a primavera, sempre há de chegar.