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VALETE OFICIAL

TRUMP SOFRE DERROTA HISTÓRICA E DEMOCRATAS CONQUISTAM MAIORIA NO CONGRESSO AMERICANO

Oposição conquista redutos republicanos em meio à crise econômica e à guerra no Irã.

VALETE OFICIAL

04 NOV. 2026


Capa artigo

Os democratas conquistaram a maioria na Câmara dos Representantes e no Senado dos Estados Unidos nas eleições de meio de mandato de terça-feira (3). A vitória passou por estados onde o partido não elegia um senador havia décadas, como Texas e Kansas. A partir de janeiro de 2027, Donald Trump terá de negociar com a oposição para aprovar leis nos dois anos restantes de seu mandato.

No balanço publicado pelo Metrópoles às 8h44 desta quarta-feira (4), as projeções davam aos democratas 220 cadeiras na Câmara, duas a mais que as 218 necessárias para a maioria. Os republicanos tinham 136. No Senado, o placar era de 54 a 44 para a oposição. Ainda havia disputas em aberto, mas elas já não podiam mudar o controle das duas Casas. Estavam em jogo todas as 435 vagas da Câmara e 35 das 100 do Senado.

Texas e Kansas encerram décadas de vitórias republicanas

No Texas, os democratas venceram as duas principais disputas estaduais. James Talarico derrotou Ken Paxton, apoiado por Trump, e deu ao partido sua primeira vitória em uma eleição para o Senado pelo estado em 38 anos. Na disputa pelo governo, Gina Hinojosa venceu o governador Greg Abbott e se tornou a primeira latina eleita para o cargo.

No Kansas, a última vez que um democrata havia vencido uma eleição para o Senado foi em 1932. Adam Hamilton encerrou o jejum ao derrotar o senador republicano Roger Marshall. Na Carolina do Sul, Annie Andrews venceu Darline Graham, outra candidata apoiada por Trump.

A oposição também recuperou uma cadeira em Ohio, onde Sherrod Brown venceu a disputa em um estado que votou em Trump nas últimas três eleições presidenciais. No Maine, Troy Jackson derrotou Susan Collins, senadora republicana havia 30 anos.

Custo de vida pesou no voto

Em pesquisa de boca de urna divulgada pela Reuters, quase nove em cada dez eleitores disseram que o custo de vida pesou na escolha do candidato. Dois terços responsabilizaram Trump pelos preços altos, e a maioria avaliou que políticas de seu governo, entre elas as tarifas sobre importações e a guerra contra o Irã, pioraram sua situação financeira.

Trump reconheceu o resultado e admitiu que a guerra custou votos aos republicanos, embora tenha defendido a decisão de iniciar a campanha militar. O presidente citou a imigração como uma área em que vê espaço para um acordo com os democratas e disse que recorrerá ao veto para barrar projetos dos quais discorde.

O que muda para Trump a partir de janeiro

Com a maioria na Câmara, os democratas passarão a presidir as comissões que fiscalizam o governo. Poderão convocar autoridades para depor, exigir documentos e investigar contratos da administração Trump. No Senado, a Casa Branca precisará de apoio da oposição para confirmar nomes indicados pelo presidente para ministérios, embaixadas e tribunais federais.

A maioria simples dá aos democratas poder para barrar projetos do governo, mas não basta para derrubar um veto de Trump. Para que uma proposta vetada pelo presidente se torne lei, são necessários dois terços dos votos em cada Casa.

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