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RENAN SANTOS

Sou o novo Pablo Marçal?

Explicado o básico para jornalistas preguiçosos

RENAN SANTOS

11 JUN. 2026


Capa artigo

Hoje surgiram muitos artigos burros a meu respeito, sintoma de que crescemos. O mais tosco foi o texto que Marco Antônio Sabino publicou no UOL.

Não foi à toa que a Madeleine Lacsko, do Antagonista, tuitou ainda ontem: “Já já vai começar a aparecer colega na imprensa comparando a estratégia do Renan Santos à do Pablo Marçal. Isso explica a falência da imprensa no digital e por que vários colegas serão substituídos por IA”. Não foram precisas nem 24h para que Sabino viesse a confirmá-la.

O texto dele foi publicado no UOL, mas estaria mais em casa em veículos como “Choquei” ou “Alfinetei”. O jornalista alterna entre o elogio inescapável às propostas contundentes do nosso projeto de governo e alfinetadas em tom de lacração contra aquilo que ele percebe de diferente na minha imagem em relação aos demais candidatos: não consegue tolerar um candidato sério que não dá a mínima aos tradicionais pedágios da política brasileira. Assim, fica mais fácil se referir a mim em tom de fofoca de menina do ensino médio do que admitir que cresço com propostas reais e irreverência ao jogo midiático de imprensa a que ele está subordinado.

Minha pré-campanha não tem nada a ver com a de Pablo Marçal, e a comparação revela mais sobre quem escreve do que sobre quem é escrito. O jornalista está tão acostumado a lidar com as falas genéricas do Centrão ou com o marketing de polêmica vazia de um Pablo Marçal e seus copiadores que simplesmente não consegue admitir o óbvio – as frases que ele cita no próprio texto e classifica como "polêmicas" são justamente o que falta nos picaretas do marketing político: propostas. São as propostas que prendem a atenção das pessoas na minha campanha. Não estou tentando lacrar em cima do Boulos, fazendo um "M" com as mãos ou enfiando um boné azul espalhafatoso na cabeça; minha campanha é sobre apontar uma direção, um futuro para todos os brasileiros.

Marçal é um picareta de internet, sintoma da baixa criticidade do público que o consome. Vende, a preços abusivos, conteúdo de autoajuda embrulhado num marketing tosco e caro, mas seus produtos não passam de uma colcha de retalhos de frases de efeito garimpadas de campos que ele não domina: psicologia, teologia, economia e por aí vai. Marçal é um mero vendedor de sonhos. Eu não. Estruturei projetos reais. Construímos mais de duas mil páginas de pesquisa sobre o Brasil no Livro Amarelo. Nosso programa de governo terá mais de 400 páginas com projetos reais, inovadores e criativos, de uma equipe que, junto comigo, se dedicou a realmente pensar o Brasil e entender o que precisa ser feito. Nosso projeto não é sobre prosperidade individual ou vender sonhos: é um projeto de país. Meu único “sonho” é que o Brasil esteja entre as cinco nações mais importantes do mundo. É pra isso que eu trabalho; não pra enriquecer vendendo curso.

E é aqui que mora a preguiça de Marco na realização do próprio trabalho. Ele não enxerga, ou não quer enxergar, o abismo entre uma campanha que cresce sem equipe de marqueteiro, a partir de propostas sérias e documentadas, e o estelionato digital que ele tem como régua. Joga tudo no mesmo saco por um único motivo: o fato de que eu cresci com a internet. Como há preguiça demais em fazer o próprio trabalho de entender uma proposta política nova, tudo o que foge do que ele já conhece vira, no automático, "político de internet". Não há problema. Como disse Madeleine, é exatamente esse tipo de profissional que será substituído pela IA, se é que já não foi, voluntariamente, pela pura preguiça de se atualizar e se aprimorar naquilo que é pago para fazer.

Se você não quer ser substituído, se quer realmente entender o que estamos fazendo, se dê ao trabalho de ler os artigos publicados na Revista Valete ou o Livro Amarelo do Partido Missão; de assistir às minhas entrevistas ou às minhas lives diárias. Ficará claro que aqui tem substância, profundidade e, sobretudo, amor genuíno pelo Brasil.

Ah, e a coisa mais importante: ao contrário do que imagina o jornalista, eu detesto Legião Urbana.

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