VALETE OFICIAL
RENAN SANTOS LANÇA MANIFESTO E PEDE PRISÃO DE MORAES E TOFFOLI
Candidato da Missão apresentou quatro exigências em ato no Obelisco dos Heróis de 32, em São Paulo.
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07 SET. 2026

O candidato à Presidência Renan Santos, da Missão, lançou nesta segunda-feira (7) o “Manifesto pelo Futuro da Nação” durante um ato no Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo. O documento apresenta quatro exigências e pede a saída e a prisão dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além do afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e da demissão do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
O manifesto foi apresentado durante uma manifestação convocada por Renan para o feriado de 7 de Setembro, em meio à crise no Supremo Tribunal Federal provocada pelas revelações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e pela disputa entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. O candidato defendeu a continuidade das investigações sobre o Banco Master e afirmou que o caso precisa ser levado “custe o que custar”.
Entre as exigências apresentadas por Renan estão a saída e prisão de Moraes e Toffoli, o afastamento de Andrei Rodrigues do comando da PF, a saída de Paulo Gonet da PGR e a manutenção das investigações do caso Master sob a relatoria de André Mendonça.
O documento também defende a realização de buscas e apreensões relacionadas a pessoas e locais mencionados no escândalo, incluindo o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, e o Resort Tayayá, no Paraná. As medidas são apresentadas no manifesto como parte de uma ofensiva para aprofundar as investigações sobre as relações de autoridades com Vorcaro.
CRÍTICAS A LULA E FLÁVIO
Durante o discurso, Renan também atacou os principais adversários da disputa presidencial. O candidato criticou tanto Luiz Inácio Lula da Silva quanto Flávio Bolsonaro e afirmou que os dois representariam alternativas de um mesmo sistema político.
Renan declarou que não aceita o que chamou de “democracia” submetida ao crime organizado e à corrupção. O candidato também afirmou que não pretende moderar seu discurso durante a campanha e voltou a defender uma investigação ampla sobre o Banco Master.
O deputado federal Kim Kataguiri, também da Missão, participou do ato e cobrou dos demais candidatos à Presidência uma posição sobre o caso. Ele citou Flávio Bolsonaro, Lula, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Augusto Cury e desafiou os presidenciáveis a defenderem a nomeação de ministros independentes para o STF e, caso existam fundamentos jurídicos, a prisão de Moraes.
Kim também criticou Toffoli, que na semana anterior havia suspendido a campanha digital de Renan e posteriormente recuado da decisão. O deputado afirmou que a candidatura da Missão seria a única com independência suficiente para enfrentar o que considera um esquema envolvendo autoridades e o Banco Master.
OFENSIVA CONTRA O STF
O ato dá continuidade à ofensiva de Renan contra integrantes do Supremo. Na quarta-feira (2), o candidato protocolou no Senado pedidos de impeachment contra Moraes e Toffoli, alegando possível prática de crime de responsabilidade e citando as revelações relacionadas ao Banco Master.
A manifestação desta segunda-feira ocorreu separadamente dos atos promovidos por Romeu Zema e Flávio Bolsonaro em São Paulo. Zema realizou uma caminhada pela Avenida Paulista pela manhã, enquanto Flávio convocou manifestação para o mesmo local à tarde. Os três candidatos adotaram críticas ao STF, mas seguiram estratégias distintas para o 7 de Setembro.
Renan também havia declarado que não participaria do ato organizado por Flávio. O candidato acusou o senador e sua família de terem recebido dinheiro de Vorcaro, alegação que faz parte da disputa política entre as candidaturas e que não foi apresentada, no material citado, como fato comprovado.
O manifesto apresentado no Ibirapuera consolida, assim, a estratégia de Renan de transformar o caso Banco Master e a crise no STF em um dos principais eixos de sua campanha presidencial.