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“RENAN É O CANDIDATO MAIS ADEQUADO AO MOMENTO ATUAL”, DIZ THE ECONOMIST
Editorial critica Lula e Flávio e destaca propostas de reformas estruturais e corte de gastos
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25 SET. 2026

Em editorial publicado nesta quinta-feira (24), a revista britânica The Economist afirmou que Renan Santos, candidato da Missão à Presidência, é o político com as ideias “mais adequadas ao momento atual”. O texto, intitulado Brazil turns its back on the future (“Brasil dá as costas ao futuro”), critica as candidaturas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) e aponta a necessidade de reformas econômicas profundas.
Segundo a publicação, a principal mudança necessária seria uma redução significativa dos gastos públicos. A revista afirma que nem Lula nem Flávio apresentariam propostas capazes de enfrentar os problemas fiscais que, em sua avaliação, limitam o crescimento brasileiro.
DESTAQUE PARA RENAN
Ao apresentar Renan, a Economist o descreve como um “libertário determinado” e destaca sua defesa de reformas estruturais profundas e cortes de gastos.
O editorial cita entre suas propostas uma reformulação do Bolsa Família, mudanças na distribuição de recursos para os estados, o fim das cotas no ensino superior e no serviço público e o desenvolvimento de uma bomba atômica brasileira. Sobre esta última proposta, a revista menciona a avaliação de especialistas de que ela poderia provocar uma corrida armamentista na América do Sul.
A publicação, porém, também ressalta que Renan e outros candidatos de fora dos principais grupos políticos enfrentam dificuldades diante das estruturas eleitorais de Lula e Flávio.
CRÍTICAS A LULA E FLÁVIO
Sobre Lula, a revista reconhece suas posições em defesa da democracia e do meio ambiente, mas afirma que o governo fez pouco para promover o crescimento econômico e controlar os gastos públicos.
Já em relação a Flávio Bolsonaro, o editorial menciona suas posições sobre mudanças climáticas e urnas eletrônicas, além da promessa de conceder indulto ao pai, Jair Bolsonaro.
A Economist resume os problemas que considera centrais em corrupção sistêmica e expansão dos gastos públicos. Para a publicação, sem uma estratégia de redução da dívida em relação ao PIB, os juros permaneceriam elevados e limitariam investimentos e ganhos de produtividade.
“BRASIL DÁ AS COSTAS AO FUTURO”
O editorial sustenta que a eleição de 2026 não deve produzir as mudanças necessárias para alterar a trajetória econômica brasileira.
Ao final, a revista afirma que as instituições do país continuam funcionando e cita como exemplos a Polícia Federal, a imprensa e o Itamaraty. A Economist argumenta, contudo, que uma eventual crise fiscal poderia aumentar a pressão por reformas e por candidatos dispostos a defender medidas de redução de gastos.
Após a publicação, Renan Santos reagiu nas redes sociais e afirmou que a revista teria dito aquilo que, segundo ele, parte da imprensa brasileira não teria tido coragem de dizer.