VALETE OFICIAL
MPSP PEDE MANUTENÇÃO DA PRISÃO DE DEOLANE POR LIGAÇÃO COM PCC
Promotoria aponta influenciadora como parte do núcleo financeiro da facção.
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21 AGO. 2026

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) pediu à Justiça a manutenção da prisão preventiva de Deolane Bezerra e dos demais réus da Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). O pedido foi apresentado nesta quinta-feira (20), durante a revisão periódica das prisões preventivas.
Deolane está presa desde 21 de maio, quando foi alvo da Operação Vérnix. Segundo o MPSP, ela integraria o núcleo financeiro da organização criminosa e teria atuado na ocultação e dissimulação de valores de origem ilícita.
Na manifestação, assinada pelo promotor Lincoln Gakiya, o Ministério Público afirma que permanecem presentes os motivos que justificariam a prisão preventiva, especialmente para garantir a ordem pública e evitar a continuidade das atividades criminosas investigadas.
De acordo com a acusação, a estrutura investigada seria dividida em diferentes núcleos. Marcola e seu irmão, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, são apontados como integrantes do núcleo de comando. Everton de Souza, conhecido como “Player”, é apontado como operador financeiro, enquanto Deolane é apontada pela Promotoria como integrante do núcleo responsável pela movimentação e ocultação dos recursos.
A investigação começou a partir de informações encontradas em manuscritos localizados em uma área de esgoto da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau. A apuração levou a uma transportadora que, segundo a Polícia Civil e o Ministério Público, teria sido utilizada para movimentar recursos relacionados ao PCC.
Em junho, o MPSP denunciou Deolane, Marcola, Alejandro, Everton e os sobrinhos de Marcola, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Paloma Sanches Herbas Camacho, pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. A Justiça recebeu a denúncia, tornando os investigados réus no processo.
A legislação determina que a necessidade da prisão preventiva seja reavaliada periodicamente pelo Judiciário. Deolane e Everton estão presos desde maio, enquanto Marcola, que já cumpria pena, foi alvo de um novo mandado de prisão durante a Operação Vérnix. Os sobrinhos de Marcola permanecem foragidos, segundo o Ministério Público.
A defesa de Deolane contesta as acusações. Até o momento, a Justiça ainda não decidiu se manterá a prisão preventiva da influenciadora.