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“Renan Santos” colombiano vai para o segundo turno em eleição presidencial

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01 JUN. 2026


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A Colômbia vai ao segundo turno. Com 99,92% das urnas apuradas no domingo, Abelardo de la Espriella terminou na liderança, com 43,7% dos votos. Iván Cepeda, candidato da esquerda, ficou em segundo, com 40,9%. A disputa final será em 21 de junho.

Advogado criminalista e sem passagem pela política partidária, De la Espriella construiu sua candidatura fora das máquinas tradicionais. Sua campanha se apoia na imagem de outsider, no confronto com o establishment e na promessa de endurecer o combate ao crime organizado.

O estilo também faz parte do personagem. Pai de quatro filhos, jogador de golfe e cantor de ópera amador, ele costuma aparecer em público de terno sem gravata e mocassins. Antes da campanha, já ostentava nas redes sociais viagens em aviões privados, roupas caras e artigos de luxo, o que levantou questionamentos sobre a origem de sua fortuna.

Seu programa tem inspiração declarada em Donald Trump, Javier Milei e Nayib Bukele. Na segurança pública, promete linha dura. Já afirmou que, em seu governo, criminoso que não se submeter à Justiça será eliminado. Toda a campanha gira em torno dessa promessa de enfrentamento.

A ameaça das máfias aparece também na estrutura dos comícios. De la Espriella usa blindagem em palanques, defende uma aliança militar com Estados Unidos e Israel e promete construir megaprisões inspiradas no modelo salvadorenho. Também quer encerrar o tribunal criado pelo acordo de paz com as FARC em 2016, responsável por julgar os crimes mais graves do conflito armado colombiano.

Renan Santos enxergou na eleição colombiana um paralelo com sua própria pré-candidatura no Brasil. Antes do resultado, publicou um vídeo relacionando os símbolos das três campanhas. Disse que a Argentina tem o leão, a Colômbia tem o tigre e o Brasil tem a onça, em referência a Milei, De la Espriella e ao Partido Missão.

Renan também lembrou que Amanda Vettorazzo, sua coordenadora de pré-campanha, já se reuniu com De la Espriella para discutir propostas. Depois, aproximou diretamente as duas trajetórias. Disse que também está em terceiro, também foi desacreditado e também pretende destruir o crime organizado.

As pesquisas viraram outro ponto da disputa. A Atlas Intel foi o instituto que mais se aproximou do resultado colombiano, enquanto outros levantamentos erraram o cenário de forma mais ampla. No Brasil, a mesma Atlas foi uma das primeiras a captar o crescimento de Renan Santos. Após a apuração, o CEO da empresa, Andrei Roman, publicou no X: “Queridos colombianos: AtlasIntel siempre les dijo la verdad.”

A direita tradicional saiu esmagada. Paloma Valencia, apoiada pelo ex-presidente Álvaro Uribe, ficou em terceiro lugar, com cerca de 7% dos votos. Sergio Fajardo somou aproximadamente 3% e não declarou apoio a nenhum dos finalistas.

Gustavo Petro reagiu contestando a contagem inicial nas redes sociais, sem apresentar provas de irregularidade.

A Colômbia chega ao segundo turno com a esquerda ainda competitiva, a direita uribista derrotada e um candidato de confronto ocupando o centro da disputa.

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