VALETE OFICIAL
FLÁVIO VIAJOU EM AVIÃO DE VORCARO E DE ADVOGADO INVESTIGADO POR DESVIOS NO INSS
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24 SET. 2026

O senador e candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, viajou dos Estados Unidos para o Brasil em janeiro de 2025 a bordo de um Legacy 650 que tinha entre seus cotistas uma empresa ligada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, segundo reportagem da revista Piauí. A aeronave é a mesma utilizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, sete meses depois.
O voo partiu de Fort Lauderdale, na Flórida, com destino a Brasília. Flávio estava acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, e das duas filhas. Também estava a bordo o advogado e empresário Willer Tomaz, que possuía uma das três cotas da aeronave e já foi alvo de investigação relacionada a desvios e fraudes no INSS.
VORCARO TINHA UMA COTA DO AVIÃO
A aeronave pertence à Fraction 024 Administração de Bem Próprio S.A., sociedade dividida em três cotas. Uma delas era de Tomaz, outra de Laércio Cosentino, fundador da TOTVS, e a terceira havia sido adquirida pela Prime You, empresa que tinha Vorcaro como sócio.
A Prime You também operava o avião por meio da Prime Aviation Táxi Aéreo. Segundo informações citadas pela CNN, Vorcaro foi sócio da empresa entre 2021 e setembro de 2025. Em relatório da Polícia Federal, cada cota da aeronave foi avaliada em US$ 5,5 milhões em maio de 2025.
ADVOGADO DIZ QUE PAGOU A VIAGEM
Willer Tomaz contestou a associação do voo a Vorcaro. Em nota enviada à CNN, afirmou que a viagem foi solicitada, programada e integralmente custeada por ele, utilizando sua participação na aeronave.
Segundo Tomaz, Vorcaro não pagou, autorizou ou participou do voo, e os demais passageiros viajaram como seus convidados, “entre amigos”. Ele também afirmou que não conhecia o ex-banqueiro e que só tomou conhecimento da participação de Vorcaro na aeronave em abril de 2026.
VIAGEM OCORREU EM MEIO AO CASO DARK HORSE
O voo ocorreu em janeiro de 2025, período em que avançavam as negociações para o financiamento de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro.
Segundo a CNN, tratativas para um financiamento de até US$ 24 milhões envolveram diretamente Flávio Bolsonaro. A Polícia Federal investiga o caminho dos recursos e se os valores repassados por Vorcaro foram efetivamente destinados à produção do filme.
A CNN informou que procurou Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz sobre o voo. Tomaz apresentou sua versão, enquanto a reportagem registrou que aguardava manifestação de Flávio.