VALETE OFICIAL
Flávio promete manter reajuste do Bolsa Família anunciado por Lula
Candidato criticou aumento de 15%, mas afirmou que manterá novo valor caso seja eleito
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18 SET. 2026

O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que manterá o reajuste de 15,04% do Bolsa Família caso seja eleito presidente. A declaração ocorreu depois de o candidato criticar o aumento anunciado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a poucos dias do primeiro turno. Flávio questionou o momento escolhido pelo governo e classificou o reajuste como insuficiente, mas disse que os novos valores estarão garantidos em um eventual governo.
Com a medida anunciada em 17 de setembro, o piso do Bolsa Família passará de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio subirá de R$ 675 para R$ 777. Os novos valores começam a ser pagos em outubro. Segundo o governo, o reajuste de 15,04% corresponde à recomposição da inflação acumulada pelo INPC desde março de 2023. O impacto estimado é de R$ 5,8 bilhões ainda em 2026 e cerca de R$ 22,7 bilhões em 2027.
Ao criticar a medida, Flávio afirmou que o reajuste seria uma tentativa de Lula de conquistar votos na reta final da campanha e comparou o aumento atual com a elevação do benefício durante o governo de Jair Bolsonaro, quando o então Auxílio Brasil passou de R$ 400 para R$ 600 em 2022. Apesar das críticas, o candidato deixou claro que não pretende retirar o valor reajustado caso assuma a Presidência.
A posição também aparece em uma estratégia mais ampla apresentada por Flávio durante a campanha. O candidato afirma que pretende manter programas sociais enquanto houver necessidade, mas defende políticas voltadas à redução da dependência dos benefícios e à ampliação de oportunidades de trabalho e qualificação. Em fevereiro, ele já havia declarado que manteria o Bolsa Família em um eventual governo.
O reajuste, porém, entrou no centro da disputa eleitoral. Além das críticas de Flávio, o candidato Renan Santos (Missão) acionou o Tribunal Superior Eleitoral para tentar suspender a medida, alegando que o anúncio feito na reta final da campanha poderia interferir na disputa. A Advocacia-Geral da União sustenta que o decreto é legal porque não cria um novo benefício nem amplia o público atendido, mas apenas recompõe os valores pela inflação.
Assim, embora tenha questionado a oportunidade e o tamanho do reajuste anunciado por Lula, Flávio sinaliza que os R$ 691 de piso do Bolsa Família permaneceriam em vigor sob seu eventual governo. A disputa passa, portanto, menos pela manutenção do benefício e mais pelas propostas para definir seu valor e pelo modelo de política social que cada candidatura pretende adotar.