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CLÁUDIO CASTRO É ALVO DA PF EM NOVA OPERAÇÃO CONTRA A REFIT

Operação apura suspeitas de favorecimento à refinaria de Ricardo Magro.

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14 AGO. 2026


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A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (14) a segunda fase da Operação Sem Refino, que investiga suspeitas de irregularidades envolvendo o grupo Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. Um dos alvos da nova etapa é o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL), que teve um endereço ligado a ele submetido a busca e apreensão.

Ao todo, a PF cumpre 16 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Além de Castro, estão entre os alvos Bernardo Rossi, ex-secretário estadual de Meio Ambiente, e José Mauro Junior, ex-secretário de Transformação Digital. Também são alvo das buscas Ana Carolina Miranda, o advogado Antonio Carlos Santos, o empresário Luiz Fernando Gomes e Mauricio Leite.

A investigação apura, entre outras suspeitas, fraudes na concessão de licenças ambientais para a Refit. Segundo os investigadores, o caso envolve possíveis crimes de gestão fraudulenta e temerária, lavagem de capitais, sonegação fiscal, evasão de divisas, manipulação de mercado e crimes contra a ordem econômica relacionados à comercialização de combustíveis.

A nova ofensiva é um desdobramento da primeira fase da Operação Sem Refino, deflagrada em 15 de maio. Na ocasião, Cláudio Castro também foi alvo de buscas, assim como o desembargador Guaraci de Campos Vianna, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Na operação, os agentes apreenderam um arsenal de armas e aproximadamente R$ 1,1 milhão em euros e dólares.

As investigações também alcançaram decisões judiciais que, segundo os investigadores, teriam beneficiado diretamente a Refinaria de Manguinhos em disputas relacionadas ao funcionamento da empresa e a cobranças tributárias bilionárias. Guaraci Vianna já havia sido afastado pela Corregedoria Nacional de Justiça em março, após suspeitas de decisões consideradas excessivamente favoráveis ao grupo Refit.

O grupo Refit é comandado pelo empresário Ricardo Magro, que aparece como um dos principais personagens da investigação. Segundo a Receita Federal, a empresa acumula mais de R$ 26 bilhões em dívidas tributárias, figurando entre os maiores devedores do país. Na primeira fase da operação, a Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros, além da suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas.

Magro também foi incluído na Difusão Vermelha da Interpol após a primeira fase da operação. A investigação busca esclarecer a atuação do conglomerado no setor de combustíveis e suas possíveis conexões com agentes públicos e decisões administrativas e judiciais que teriam favorecido os interesses da empresa.

Cláudio Castro deixou o governo do Rio em março deste ano, quando renunciou ao cargo para se pré-candidatar ao Senado. No dia seguinte, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou o ex-governador inelegível por abuso de poder político e econômico. Agora, ele volta a ser alvo de uma operação da Polícia Federal no âmbito das investigações envolvendo a Refit.

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