VALETE OFICIAL
AÇÕES DE BANCOS DESPENCAM ATÉ 47% APÓS REELEIÇÃO DE LULA
XP, BTG e Banco do Brasil lideram perdas; Bolsa interrompe negociações após queda superior a 16%.
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26 OUT. 2026

As ações de instituições financeiras brasileiras sofreram fortes perdas nesta segunda-feira (26), no primeiro pregão após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante a manhã, os papéis da XP chegaram a cair 47,41%, enquanto o BTG Pactual recuou 37,36% e o Banco do Brasil perdeu 31,35%, segundo levantamento do Metrópoles.
A onda de vendas atingiu também outros setores e veio acompanhada de alta do dólar e dos juros futuros. Na Bolsa, a B3 acionou o circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações em momentos de oscilação extrema. O Ibovespa chegou a registrar queda superior a 17% durante a sessão.
XP, BTG e Banco do Brasil concentram perdas
Bradesco, Itaú Unibanco e Santander Brasil também registraram desvalorização. Veja as variações divulgadas pelo Metrópoles ao longo da manhã:
Instituição
Variação
XP
-47,41%
BTG Pactual
-37,36%
Banco do Brasil
-31,35%
Bradesco
-24,55%
Itaú Unibanco
-15,63%
Santander Brasil
-4,50%
Os números retratam as cotações durante o pregão e ainda não correspondem ao fechamento do dia.
Bolsa interrompe negociações pela primeira vez desde 2020
A B3 anunciou a suspensão das operações antes da abertura do mercado à vista, diante dos preços indicados nos leilões. Foi o primeiro acionamento do circuit breaker desde março de 2020, quando o início da pandemia de Covid-19 provocou sucessivas paralisações. Mesmo após a retomada, o mercado continuou sob forte pressão.
Na sexta-feira (23), último pregão antes do segundo turno, o Ibovespa havia encerrado aos 205.082,56 pontos, com alta de 0,47%.
Resultado eleitoral provoca revisão de apostas
A vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro (PL) contrariou as expectativas de parte dos investidores, que haviam montado posições apostando na vitória do candidato do PL. Com o resultado, essas apostas começaram a ser desfeitas.
Além da surpresa eleitoral, pesaram as preocupações com a trajetória da dívida pública e a possibilidade de os juros permanecerem elevados por mais tempo. Analistas ouvidos pelo UOL destacaram que os próximos sinais sobre a política econômica e a composição do governo serão decisivos para as expectativas do mercado.
Dólar sobe e Tesouro recompra R$ 7,1 bilhões em títulos
No câmbio, o dólar chegou a R$ 5,60 durante a manhã. Os juros futuros também avançaram, refletindo a revisão das expectativas para a inflação e para as contas públicas.
Em meio à turbulência, o Tesouro Nacional recomprou cerca de R$ 7,1 bilhões em títulos públicos prefixados. A operação envolveu papéis de três prazos diferentes e ocorreu enquanto as taxas negociadas no mercado disparavam.
O banco norte-americano JP Morgan também reduziu sua recomendação para o real e para os títulos públicos brasileiros após a eleição, diante da mudança nas perspectivas para os investimentos no país.