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Renan Santos consolida 3º posição e marca 5% em nova pesquisa Atlas Intel
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28 ABR. 2026

A mais recente rodada da pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada nesta terça-feira (28/04/2026), aponta um novo momento para a sucessão presidencial. O dado mais relevante para o xadrez político é o desempenho de Renan Santos (Missão), que rompeu a barreira dos 5% das intenções de voto no cenário principal, consolidando-se como a terceira força política do país e o principal nome da chamada "terceira via".

Enquanto os polos tradicionais apresentam sinais de estabilidade ou ligeira oscilação negativa, Renan Santos registrou um crescimento de 20% em apenas um mês, saltando de 4,4% na medição anterior para os atuais 5,3%. Quando o cenário exclui o presidente Lula e testa o nome do ministro Fernando Haddad, o desempenho de Renan é ainda mais elástico, atingindo 5,8% e aproximando-se da marca psicológica dos 6%.

A capilaridade regional tem sido o motor desse avanço. Na região Sul, o pré-candidato do Missão mais do que dobrou suas intenções de voto em 30 dias, saindo de 4,6% para expressivos 9,6%. Esse fenômeno sugere uma migração qualificada do eleitorado que busca uma alternativa à polarização, especialmente em redutos onde o antipetismo é forte, mas onde nomes como Romeu Zema e Ronaldo Caiado parecem não ter o mesmo ímpeto de crescimento.
Os dados da Atlas Intel revelam um contraste pedagógico entre a ascensão de Renan e o momento dos adversários. Flávio Bolsonaro (PL), que lidera o campo da oposição, registrou sua primeira queda fora da margem de erro no cenário com Lula, oscilando de 40,1% para 39,7%. O movimento sugere um possível "teto" para o parlamentar, que não conseguiu converter em votos o apoio a projetos de pauta identitária recentemente discutidos no Congresso.
Já os governadores Romeu Zema e Ronaldo Caiado enfrentam dificuldades para furar a bolha de seus estados. Zema, apesar de capturar uma fração do eleitorado bolsonarista, viu sua rejeição subir 2,1 pontos percentuais, terminando o mês com um saldo negativo ao perder apoio entre eleitores independentes. Caiado, por sua vez, registrou recuo tanto em sua base regional quanto no eleitorado nacional, aparecendo com 3,3%.
Ao monitorar a série temporal, nota-se que a curva de Renan Santos é a única com inclinação ascendente constante nos últimos dois meses. Enquanto os candidatos estabelecidos lutam para manter suas bases, o movimento em torno do pré-candidato do Missão parece ganhar tração orgânica, sustentado por um discurso que começa a ecoar além das redes sociais e encontra ressonância em setores produtivos e na juventude inconformista.