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Ex-presidente do BRB solicita transferência para negociar delação no caso Master

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28 ABR. 2026


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A defesa do ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, comunicou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, o interesse em firmar colaboração premiada no inquérito que investiga o caso do Banco Master. No pedido, os advogados dizem que o cliente está disposto a cooperar, "possivelmente por meio de colaboração premiada", desde que haja convergência de condições para a negociação.

Os defensores também solicitaram a transferência de Costa do Complexo Penitenciário da Papuda para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília, alegando necessidade de garantir a plena defesa técnica e confidencialidade nas tratativas. A estratégia, segundo a defesa, busca viabilizar um acordo antes do proprietário do Master, Daniel Vorcaro, na expectativa de obter benefícios processuais mais favoráveis.

Paulo Henrique é alvo de investigação da Polícia Federal por suspeita de integrar um esquema que teria pago R$ 146 milhões em vantagens indevidas para favorecer negócios do Master no BRB. As apurações apontam crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, além de negociações de imóveis e uso de empresas de fachada.

A prisão preventiva do ex-executivo foi mantida por unanimidade pela Segunda Turma do STF. Para que seja homologada a colaboração premiada, a defesa precisará levar informações inéditas e indicar pessoas supostamente acima dele na cadeia de comando do esquema, segundo as regras do Ministério Público e da investigação.

O movimento do ex-CEO pode acelerar a corrida por delações no caso Master e trazer novas peças para a investigação, com potencial impacto sobre outras figuras envolvidas e sobre a sequência das apurações em curso.

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