RENAN SANTOS
A política de alianças da Missão
RENAN SANTOS
08 JUN. 2026

Vi o recente frenesi midiático sobre uma suposta aliança com o PSDB. Já respondi a isso: não há conversas, tampouco sentido; mas me preocupa a histeria nutrida em torno do boato. Também deixei claro que coalizões serão necessárias em um governo nosso, desde que sejam em nossos termos. A Missão não tratará a política como balcão de negócios. Historicamente, os parlamentares do centrão vendem seu apoio a quem paga mais, os governos formam base distribuindo ministérios, e partidos formalmente antagônicos costuram acordos e votam juntos sempre que é de interesse do maior bloco politico: o partido da corrupção. A Missão nasceu para romper exatamente com isso, e rompe com um aviso público, sem letras miúdas: aqui não há toma-lá-dá-cá.
Que fique claro a qualquer partido, político ou liderança que cogite caminhar conosco: temos um único e inegociável critério a adesão programática às propostas do Livro Amarelo. Não interessa o tamanho da bancada, o cacife regional ou a conveniência da urna. Interessa o compromisso assumido com aquilo que defendemos.
Quem quiser cooperar terá de subscrever, sem rodeios, ao núcleo do que propomos:
Guerra ao Crime Organizado: implementação do Direito Penal do Inimigo e do Estado de Defesa nos territórios sequestrados pelas facções.
Amparo aos Agentes da Segurança Pública: assistência jurídica rápida, gratuita e de qualidade para o policial, e seguro de vida para os agentes tombados em serviço.
Apoio à PEC do Equilíbrio Fiscal: corte dos supersalários do Judiciário e penduricalhos da classe política e desvincular os gastos obrigatórios do salário mínimo.
Reforma Administrativa: fusão de municípios incapazes de se sustentar e implementação de regras disciplinando os gastos públicos e coibindo a política do “pão e circo” em cidades estagnadas.
Lei de Responsabilidade Gerencial: monitoramento de indicadores de gestão municipal, com reestruturação dos fundos partidários a partir dos critérios e punição aos prefeitos e políticos que não os cumprirem.
Frentes de Trabalho: substituição da lógica assistencialista do Bolsa Família por um programa que incentive o trabalho de todos os cidadãos aptos, engajando-os em projetos de infraestrutura e zeladoria local.
Desfavelização: fim das favelas em todo o Brasil, com a regularização fundiária, instalação do poder público nas zonas de periferia e fiscalização rigorosa de ocupações irregulares.
Não faremos aliança eleitoreira. Não montaremos nenhum esquema de toma-lá-dá-cá. A Missão não vai negociar nosso projeto de país por minutos de tempo na televisão ou por um naco de fundo partidário. Por outro lado, nós estaremos abertos a sugestões de aplicação e aprimoramento de nossas propostas, desde que venham de quem, por sua vez, estiver aberto ao nosso programa e alinhado a seu espírito.
Quem concordar com o programa, caminha conosco. Quem só quer repartir o butim, que procure a velha política: ela continua aberta para esse tipo de negócio. A Missão, não.