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Grupo de Vorcaro usava celulares estrangeiros para "apagar rastros", revela PF

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17 JUN. 2026


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Relatório da Polícia Federal revela que integrantes do grupo ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro adotavam uma série de estratégias para evitar monitoramento, incluindo uso de celulares com chips estrangeiros, encontros reservados em pilotis de prédios e reuniões dentro de carros de luxo.

Segundo a PF, Henrique Vorcaro, pai de Daniel, passou a se comunicar por um número registrado na Colômbia. Sebastião Monteiro Júnior, policial federal aposentado apontado como integrante do grupo, usava um número dos Estados Unidos para falar com Marilson Roseno da Silva, identificado como líder de "A Turma", núcleo formado majoritariamente por policiais.

A investigação também identificou encontros presenciais fora de ambientes monitorados. Em março de 2026, Marilson e Felipe Mourão, o "Sicário", ficaram reunidos por cerca de 1h20 dentro de uma Range Rover. Câmeras de segurança registraram outro encontro no pilotis de um prédio no bairro Floresta, em BH, com duração de 1h10.

A eliminação de provas digitais também fazia parte da rotina. Em áudio analisado pela PF, Daniel Vorcaro orientou Mourão: "Vou mandar o áudio da conversa. Mas preciso que você apague e não mande pra ninguém."

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