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Endividamento das famílias bate recorde histórico, segundo Banco Central
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27 ABR. 2026

O endividamento das famílias brasileiras voltou a subir e alcançou o maior nível da série histórica, segundo dados do Banco Central. Em fevereiro, o indicador chegou a 49,9% da renda anual, enquanto o comprometimento da renda com dívidas avançou para 29,7%, também em patamar recorde.
Na prática, o cenário mostra que quase metade do que as famílias ganham ao longo do ano já está tomada por dívidas. Quando se excluem os financiamentos imobiliários, o comprometimento da renda também atingiu máxima histórica, reforçando a pressão sobre o orçamento doméstico.
O avanço dos números ocorre justamente no momento em que o governo Lula tenta estruturar uma nova rodada de renegociação de dívidas, espécie de “Desenrola 2.0”. A ideia é oferecer condições mais baratas para famílias endividadas e aliviar a pressão de modalidades muito caras, como cartão de crédito rotativo, cheque especial e empréstimos pessoais sem garantia.
Mesmo com a tentativa de reorganizar o crédito, o quadro continua preocupante. Os dados mostram que a expansão das dívidas não veio acompanhada de alívio no bolso do consumidor, mas de mais aperto financeiro, com uma fatia cada vez maior da renda sendo consumida por juros e parcelas.