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Novo ameaça retirar pré-candidatura de Zema

Posicionamento sobre mensagens de Flávio Bolsonaro a Vorcaro gerou crise no partido

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27 MAI. 2026


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O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, recebeu um recado direto da cúpula do Novo: se não mudar a postura em relação às críticas a Flávio Bolsonaro, pode deixar de ser o candidato do partido à Presidência em 2026.

A cobrança foi feita nesta terça-feira (26), durante uma reunião com parlamentares e presidentes estaduais da legenda.

A preocupação interna é eleitoral. Integrantes do Novo avaliam que os ataques de Zema a Flávio Bolsonaro podem prejudicar o partido justamente no momento em que a legenda tenta superar a cláusula de barreira e ampliar sua bancada na Câmara dos Deputados.

Até aqui, a pré-candidatura de Zema era vista menos como uma aposta real de vitória presidencial e mais como uma forma de dar visibilidade ao Novo, puxar votos para o Congresso e fortalecer candidaturas locais. O problema, segundo dirigentes da legenda, é que a postura do governador estaria produzindo o efeito contrário.

A crise ganhou força depois que diretórios estaduais do Paraná e de Santa Catarina se manifestaram contra as declarações de Zema. Nos dois estados, há alianças já costuradas com o PL, e a avaliação é que o governador mineiro agiu de forma precipitada ao comprar uma briga pública com Flávio Bolsonaro.

No Paraná, a insatisfação chegou perto de um rompimento. Jeffrey Chiquini, um dos principais pré-candidatos a deputado federal pelo Novo no estado, foi direto ao ser questionado se Zema teria palanque presidencial por lá: “Não!”. Em seguida, elevou o tom: “O Partido Novo ou o Zema ou eu!”. Quando sugeriram que ele deixasse a sigla, respondeu que “não posso mais sair”, em referência ao fechamento da janela partidária.

A origem da crise foi um vídeo em que Zema criticou Flávio Bolsonaro por um suposto pedido de recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. O governador chamou o episódio de “imperdoável” e afirmou que “não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa”.

Dentro do Novo, a leitura é que Zema está mal assessorado e deveria ter ficado em silêncio. Na reunião, o aviso foi claro: se insistir nessa linha, pode perder o apoio do próprio partido para disputar a Presidência. Pelo estatuto da legenda, a decisão sobre a candidatura presidencial passa por parlamentares e presidentes estaduais.

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